mercredi, novembre 23, 2005

Macacaria num outro plano (Parte I)

Buááááááááá a noite inteira
Quarto – cozinha
Corredor – quarto
Apague a luz e esteja sempre atenta
A manhã logo chega
E ela diz não estar preparada
Buááááááá
A rotina é maçante
Com os olhos cansados e pintados de uma imensa olheira
Ela pára e olha para o nada
Pensa mas não consegue raciocinar
Mareja-se sem perceber
Assaduras, cólicas e inúmeras outras coisas
Buáááááááá
Perdera tudo que possuíra
Não aumente o volume do rádio!
Paciência... paciência... paciência...
Perca de privacidade para a vida inteira.

mardi, novembre 22, 2005

Love, Sexxx & Cuba Libre

Kubanacan te espera.
Danças, frutas, bebidas e uma anfitriã.
Seja bem-vindo ao paraíso, ele é todo seu!



“Eu fico pensando em nós dois
Cada um na sua, perdidos na cidade nua
Empapuçados de amor
Numa noite de verão
Ai! Que coisa boa!
À meia-luz, à sós , à toa
Caso sério
Ao som de um bolero
Dose dupla
Românticos de Cuba Libre
Misto-quente
Sanduíche de gente.”

samedi, novembre 19, 2005

Drive Like Lightning From Here To Eternity.

Observe a posição correta de acender e risque macio.
No relógio os ponteiros se cruzam e descruzam
Tão rápidos que não consigo acompanhá-los
Os dias se passam e vejo que a vida é rara
Isso me deixa descontrolada e frágil
A dependência me consome
E não há nada que me console
Sinto-te tão distante
Que chego a ter medo da solidão que nunca existira
Não quero-te como carros alegóricos
Furacão Katrina ou verão
Quero-te como as quatro estações
O dia e a noite.
Estaria eu blasfemando na madrugada quente!?



Saint-Exupéry ("O Pequeno Príncipe")
"Que quer dizer 'cativar'?
- (...)significa criar laços...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo aos teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas.
Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo."


Música da noite:
Do What --> Squirrel Nut Zippers

dimanche, novembre 13, 2005

Never Let Me Down

Poderia ter sorrisos,
Numa mesa de bar rodeada de amigos;
Mas esta noite quero me ausentar;
O vinho que era gelado, agora tornou-se quente;
Ainda tenho um maço de cigarros,
O suficiente para esta noite;
Uma calcinha no chão,
Na rádio minha música predileta se repete;
Seria uma noite de sorte!?
Seria sorte estar com você!?
Descontrole ou autocontrole?
Sinceramente não sei, não sei...
Nesta noite poderia sorrir;
Mas prefiro a disritmia do meu coração,
No silêncio da alcova.


Bonnie & Clyde

When all your faith is failing Call my name
When you've got nothing coming Call my name
I'll be strong for all it takes
I'll cover your head till the bad stuff breaks
I'll dance my little dance till it makes you smile
Shaking like this honey doing that
Never let you down.

vendredi, novembre 11, 2005

Os lobos

Subtamente a mandibula abriu-se, e a suculenta presa foi a chão.
A pelagem manchada, uma pata ferida. Seu lindo rosto felino não lhe deu o prazer de um último olhar, e com forças da própria natureza pos-se a correr.
O voraz lobo observa, foi sem dúvida sua melhor empreitada. O doce da tenra carne ainda saliva sua boca. Mas o alimento de seu instinto predador é o sabor da caçada. O jovem animal agora livre e quase fora de seu alcance é ainda mais atraente.
Sem dúvida sua musculatura de lobo e seus dentes afiados podiam capturar a apetitosa raposa quando quisesse. Ele observa seguro, deitado em seu território, ele observa.
A raposa cresce, e salta aos olhos da matilha. Sim, ele poderia te-la de volta quando quisesse, se outra mandíbula antes não o fizer. Agora armado às quatro fortes patas ele observa, e da matilha um filhote se arrisca. Ele mal sabe voar, mas ferida a jovem é presa fácil, e o desajeitado vira latas tem mais sorte do que merece. O velho lobo dispara no encalço, e imediato degladia o pelado filhote. Caninos brancos se cravam, e por um momento a raposa tem a opção. Ela conhece a força daquela bocarra, e sabe que o velho lobo vai machuca-la novamente.
Velhos lobos são difíceis de mudar.
Só se tornam mais velhos,
e mais lobos.

C.


Capa do wolfheart - moonspell


Ontem à noite
Ontem à noite, depois da sua partida definitiva, fui para aquela sala do rés-do-chão que dá para o parque, fui para ali onde fico sempre no mês de junho, esse mês que inaugura o Inverno. Tinha varrido a casa, tinha limpo tudo como se fosse antes do meu funeral. Estava tudo depurado de vida, isento, vazio de sinais, e depois disse para comigo: vou começar a escrever para me curar da mentira de um amor que acaba. Tinha lavado as minhas coisas, quatro coisas, estava tudo limpo, o meu corpo, o meu cabelo, a minha roupa, e também aquilo que encerrava o todo, o corpo e a roupa, estes quartos, esta casa, este parque. E depois comecei a escrever...
(Marguerite Duras)

Textos Secretos, Quetzal Editores, 1992 - Lisboa, Portugal tradução de Tereza Coelho.

mercredi, novembre 09, 2005

Isso nunca fez parte do meu show.

Para os espectadores sigo plácida;
A trama continua lentamente...
A platéia se encanta com minha força diante das situações difíceis,
Mas eles não sabem que na verdade estou prestes a minha própria destruição.


lundi, novembre 07, 2005

No meu ambiente imaginário, coisas boas acontecem...

São míseras trinta linhas,
E inúmeras idéias tentando escapar;
Sentimento que explode,
Um vulcão em erupção!
Confesso que isso é um tanto assustador;
Mas pouco a pouco descubro-te,
E te cubro com seu cobertor;
Posso sentir seu cheiro,
E cada parte do seu corpo;
A vontade torna-se freqüente...
Não quero mais procurar um desastre a cada dia;
Topo fome, pancada, tudo!
Menos traição.
I’LL BE TRUE TO YOU

vendredi, novembre 04, 2005

Luizinho e Seus Dinamites/Choque que Queima (Chopin' n' Changin')

(Samwell - Euclides)
Música que dá nome ao único Lp gravado pelo grupo Luizinho e seus Dinamites, vanguarda do rock carioca já nos anos cinqüenta, como The Blue Jeans Rockers. Integravam o grupo, além do exímio fabricante de guitarras Luizinho, os músicos Jair, José Antônio, Carlinhos e o guitarrista Euclides, um dos mais importantes da história do rock nacional, que depois também tocou com o The Pop's. Com excelente qualidade técnica, o Lp relançado em vinil pelo selo paulistano Bruno Discos é um marco da transição entre o rock instrumental e a Jovem Guarda.





QUERO MINHA FACA E SEU QUEIJO.

Esse assunto já se tornou complexo demais;
Sei de sua história, de seus anseios e dos seus medos;
Minha mente está tão confusa quanto a sua, babe;
E quando penso que já “tomamos a decisão”,
Eis que surgem mais obstáculos;
Então tentamos esquecer,
Fazendo piadas fora de hora apenas pra descontrair...
Na verdade, gostaria mesmo de estar no seu lugar, e você sabe;
Sem invejas, sem olho gordo...
A vida anda brincando conosco, não acha!?
É cômico... é trágico...
Então somo meus anos numa engraçada matemática
Sempre o mesmo cálculo e o mesmo resultado;
Rimos por horas;
Até consigo me divertir, mas depois me desespero;
Lembra-se daquelas mãos para o alto?
Então...
Desculpe-me, mas estou do lado do mais fraco;
Do lado do futuro próximo;
Talvez da vida fácil...
Assim já dizia Mick Jones e Joe Strummer:
A place you can kiss –to make lovers rock





Queremos correr atrás do tempo perdido, mas os dados já foram lançados.
A sorte passou por aqui, mas por um simples descuido perdemos...

Nos aprofundamos nas amarguras que a vida nos presenteia, queremos respostas pra tudo, e muitas vezes fechamos os olhos diante da verdade.
Erramos uma vez... e inesperadamente surgiu outra oportunidade, mas desperdiçamos...
Nos lamentamos... vivemos do passado e não damos importância ao presente.
E só no futuro quando estamos só, percebemos o quanto perdemos por insistir numa coisa que nunca existiu...

jeudi, novembre 03, 2005

"Não tem Rum".

Um reflexo de vida fez seu olho esquerdo entreabrir-se, efeito da sinapse chegando ao mal tratado cérebro para a tomada de decisão. "Vodca". Não era novidade. Najui tomava cuba libre nessa pocilga à mais de três anos, e nunca houve uma garrafa de rum. Lhe bastava a inércia do canto do balcão, observando a fumaça do seu cigarro sem filtro e mantendo-se longe de encrencas, que ultimamente o perseguiam. Ed não mantinha a mesma passividade, talvez por isso fosse conhecido como Dead. Bronco, burro e mal intencionado, tem apenas dois chips em seu miolo mole, e cento e vinte quilos de banha, músculo e estupidez. Sabiam-se ali todos as noites, mas isso não importa no underground. Frank manteve o bar de seu pai, Polaco, desertor da guerra de 45, e não tem mais ninguém no mundo para faze-lo após sua morte, em cinco ou seis anos no máximo. Se vira do jeito que pode, principalmente mantendo o bico fechado. Nem todos os trâmites ilícitos de Kosovo são feitos aqui, só os piores. Um impacto seco e metálico irrompe de subto, e um junk desmonta no chão. O Careca não enxerga nada bem, sequelas da adolescência, mas sua bengala de pé-de-mesa é certeira. Montanha arrasta o corpo para respirar a neve lá fora. Amanhã ele estará aqui novamente.

By Carlão Brando

Compositor, escritor, pintor, fazedor de vitamina nas manhãs de pura ressaca, um grande e querido amigo.

mardi, novembre 01, 2005

Nada melhor do que não fazer nada, só pra deitar e rolar com você.

Tudo fora do ritmo;
Não vejo a hora do beijo e do forte abraço;
Adoro estar contigo em dias cinzentos;
Na noite passada dormi bem;
Como é bom ouvir sua voz...




FROM THE BIG CITY...
Manhã fria de outono, a vida lá fora urge e brada sua existência.
Aquém de minha realidade, paralelos às minhas necessidades, apressados seres correm sem por que.
Do conforto de meu mundo crio mentalmente o cenário desta manhã de meio dia. Imagino os carros, imagino rostos, imagino... Imagino. Para onde vão esses rostos fechados, o q os espera com tanta pressa, o q pode ser tão bom? Pergunto a mim mesma o que é mais importante q esta cama, que este calor, q esta preguiça. Totalmente nua sob a fina e surrada camiseta suada, suada, é pena, devido ao grosso e pesado cobertor, que roça agora minhas nádegas salientes, o q me traz tbem fragmentos de um sonho. A lembrança saliva minha boca, aquece meu corpo, e enrijece os bicos de meus peitos, salientando-os sob a camiseta molhada.
Em ação espontânea me coloco em posição fetal, movimentando lentamente minhas coxas, grossas e torneadas, sentindo a musculatura, e o calor de minha vagina aumentando. Em poucos segundos já estava molhada e inchada, e a lubrificação me trás a sensação gostosa do deslizar dos lábios um sobre o outro, massageando o clitóris que se avoluma e foge. Cada vez mais quente, o movimento de minhas pernas afasta o pesado cobertor, expondo aos raios vigorosos do sol que invade a janela, minha redonda, lisa e gostosa bunda. Vejo seu reflexo no espelho, e comprimindo meus joelhos em direção ao abdômen, posso ver a tênue penugem de minha bocetinha, continuando a divisão das nádegas, como a entrada de uma selva deliciosa.
Percebo minhas mãos por dentro de minha camiseta, acariciando meus peitos, contornando e apertando devagar entre os dedos, os duros bicos q se projetam. A camiseta que se ergue até os ombros, revela agora o brilho suado de minhas grandes tetas suculentas, deixando à vista aureolas rosadas, por onde passo o indicador, e sinto suas saliências. Algumas bolinhas como pequenas espinhas, e o brilho de finos e prateados pelos invisíveis refletem o sol. Vejo meus bicos, grandes e perfeitos, quase que pulando para dento de minha boca, tentando escapar de minhas caricias, e oferecendo uma resistência gostosa que o empurra para cima e para baixo na macia faixa de pele alva, marcada pelo ínfimo biquíni. Totalmente molhada, alcanço os dois mamilos com a mão esquerda, enquanto a direita desliza constante e precisa por meu dorso, minha fina cintura, a curva côncava de meus quadris, acompanhando com o dedo médio sobre a tenra pele da virilha, a dobra que a separa da coxa, chegando à sedosa nádega direita, vastamente iluminada pelo Sol. Sua maciez me excita, e percebo o calor subindo de entre as pernas, como que um vulcão na iminência de uma erupção de prazer. O hálito morno puxa minha mão para trás, contornando e descendo a arredondada bunda, até encontrar a outra nádega, definida agora por dois dedos de cada lado, do vil e enorme dedo médio que analisa as pregas onduladas do meu cuzinho. Sinto o suor escorrendo entre meus peitos, molhando minha mão que ainda afaga as grandes e carnudas tetas de bicos duros como um pau, enquanto o vapor sobe da cheirosa bocetinha, que agora pulsa de tesão, e me arrasta para uma incursão de prazer, deslizando para entre as pernas, e voltando para entre as nádegas, no pequeno curso entre as duas entradas onde poucos membros já tocaram. A densa secreção de minha vagina, que lubrifica meu corpo e facilita a penetração da primeira falange de meu dedo no apertado cuzinho, explode um cheiro ocre de sexo por todo quarto fechado. Em peristáltica reação meu dedo retorna, e desliza para entre os lábios carnudos que o devoram, e volta, escorregando entre eles para tocar levemente o clitóris em chamas. Recuo e nova investida para dentro da vagina agora leva dois dedos, onde ambos penetram sem resistência, dançando e sentindo os contornos deliciosamente quentes de suas paredes. O polegar encontra surpreso a entrada lúbrica do ânus, começando um massagear delicado, imitando uma pinça opositora aos dedos de dentro da vagina. Louca de prazer arranco violenta a blusa molhada, e de joelhos na cama me exponho à procura de um expectador. Do outro lado da rua uma mulher me observa, sentada ao lado de seu provável companheiro, concentrado na leitura, ela flagra discreta meus peitos expostos, e nitidamente excitada não consegue desviar o olhar.
Sua cumplicidade aquece ainda mais meu corpo, minhas pernas amolecem, e minha mão vem à boca. Meus cabelos molhados grudam e cobrem meus peitos, mas os afasto com as mãos, mostrando minhas aureolas rosadas. Levo minha mão esquerda para a boca, e começo a chupar meus dedos, enquanto a direita desce nitidamente para o sexo. Salivando de prazer tiro a mão de minha boca, ainda seguida por minha língua, e levo meus dedos a delicada caricia o redor de meus mamilos, alisando ao mesmo tempo meu clitóris, e deslizando a mão direita para dentro e fora da vagina prestes a explodir em gozo. Perceber a garota colocando a mão entre as pernas me levou ao clímax, e em convulsões comecei a gozar em minha mão, levando a secreção aos peitos, e lambuzando-os com tesão insano levei a outra mão a boceta, buscando mais lubrificação, e espalhando por todo meu rosto, peitos e boca. O aroma sexual tomou conta de minha mente, e me vi em pé sobre a cama, apoiada com os joelhos na parede, me masturbando com olhos fixos em meu voyeur, o rosto apoiado na vidraça, e os peitos lambuzados molhavam o vidro fechado e aquecido pelo Sol, que queimava todo meu corpo nu. De um sobressalto me apoiei no parapeito baixo, com as pernas bambas gozei deliciosamente, lambuzada de suor e tesão, derretendo mole de volta à cama macia, acariciando levemente meu sexo exausto e quente, e meus mamilos macios, cansados e saciados.

By Carlão Brando