Cadê o poeta, agora que preciso dele para me ajudar a rir do protagonista?
Não posso me embebedar e rir.
Me embebedar para aliviar.
Os genuínos eu ainda desprezo.
E os lascivos ainda não me atraem.
Continuo dançando como ninguém.
Mas você! Não pode provar.
Quero o poeta!
Quero ser musa!
Quero ser retida – sem mesmo perceber – por horas, em uma mente corrupta.
Sou um memorial de uma deliciosa e violenta história de amor.
E desejo que sumam de uma vez por todas com esses registros!
Você que é de longe. O que faz aqui tão perto de mim?
Agora, os que eu desprezo estão por toda a parte.
Mas, o frio faz com que todos pareçam menos felizes.
Vou ficar um tempo sóbria e sem dançar.
Vou manter os olhos fechados.
E vou sonhar.
Quando duas pessoas morrem juntas, elas estão condenadas a viverem juntas eternamente.
Por amor eu deveria ter te matado.
E você por raiva teria então feito o mesmo comigo.